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Estatísticas
Informações
Estatísticas Relativas à Segurança e Saúde
Ocupacional
Tabelas
Em 2006 foram registrados
503.890 acidentes e doenças do trabalho, entre os trabalhadores
assegurados da Previdência Social. Observem que este número,
que já é alarmante, não inclui os trabalhadores
autônomos (contribuintes individuais) e as empregadas domésticas.
Estes eventos provocam enorme impacto social, econômico e
sobre a saúde pública no Brasil. Entre esses registros
contabilizou-se 26.645 doenças relacionadas ao trabalho,
e parte destes acidentes e doenças tiveram como conseqüência
o afastamento das atividades de 440.124 trabalhadores devido à
incapacidade temporária (303.902 até 15 dias e 136.222
com tempo de afastamento superior a 15 dias), 8.383 trabalhadores
por incapacidade permanente, e o óbito de 2.717 cidadãos.
Para termos uma noção
da importância do tema saúde e segurança ocupacional
basta observar que no Brasil ocorre cerca de 1 morte a cada 3 horas,
motivadas pelo risco decorrentes dos fatores ambientais do trabalho
e ainda cerca de 14 acidentes ocorrem a cada 15 minutos na jornada
diária.
Se considerarmos exclusivamente
o pagamento, pelo INSS, dos benefícios devido a acidentes
e doenças do trabalho somado ao pagamento das aposentadorias
especiais decorrentes das condições ambientais do
trabalho encontraremos um valor superior a R$ 10,7 bilhões/ano.
Se adicionarmos despesas como o custo operacional do INSS mais as
despesas na área da saúde e afins o custo - Brasil
atinge valor superior a R$ 42 bilhões. A dimensão
dessas cifras apresenta a premência na adoção
de políticas públicas voltadas à prevenção
e proteção contra os riscos relativos às atividades
laborais. Muito além dos valores pagos, a quantidade de casos,
assim como a gravidade geralmente apresentada como conseqüência
dos acidentes do trabalho e doenças profissionais ratificam
a necessidade emergencial de implementação de ações
para alterar esse cenário.
O tema prevenção
e proteção contra os riscos derivados dos ambientes
do trabalho e aspectos relacionados à saúde do trabalhador
felizmente ganha a cada dia maior visibilidade no cenário
mundial e o Governo Brasileiro está sintonizado a esta onda.
A Previdência Social está atenta ao assunto e propôs
ao Conselho Nacional de Previdência Social – CNPS, órgão
de natureza quadripartite – com representação
do Governo, Empresários, Trabalhadores e Associações
de Aposentados e Pensionistas, a adoção de um importante
mecanismo auxiliar: o Nexo Técnico Epidemiológico
Previdenciário – NTEP (cruzamento das informações
de código da Classificação Internacional de
Doenças – CID-10 e de código da Classificação
Nacional de Atividade Econômica – CNAE que aponta a
existência de relação entre a lesão ou
agravo e a atividade desenvolvida pelo trabalhador, embasada em
estudos científicos baseados nos fundamentos da estatística
e epidemiologia).
O NTEP foi implementado nos
sistemas informatizados do INSS, para concessão de benefícios,
em abril/2007 e de imediato provocou uma mudança radical
no perfil da concessão de auxílios-doença de
natureza acidentária: houve um incremento da ordem de 148%.
Este valor permite considerar a hipótese que havia um mascaramento
na notificação de acidentes e doenças do trabalho.
O Departamento de Saúde
e Segurança Ocupacional da Secretaria de Políticas
de Previdência Social apresenta a apuração mensal
da quantidade de auxílios-doença concedidos, de natureza
previdenciária e acidentária, segundo os códigos
da Classificação Internacional de Doenças –
CID-10 e semestralmente apresentará a evolução
do quadro. Os dados informados abrangem, inicialmente, as análises
relativas aos anos de 2006 e 2007 e as informações
parciais mensais relativas a 2008.
Tabelas
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